O mito da calça jeans na Coloração Pessoal

calça jeans | coloração pessoal | colorimetria | moda | consultoria de moda | consultoria de estilo | consultoria de imagem | lavagens da calça jeans | levi strauss

Falei outro dia, nos Stories do meu insta, que o fato de a calça jeans ser considerada uma peça “neutra” no look era algo ilusório e, hoje, nesse post, vou explicar por que.

Se você ainda não sabe como funciona o trabalho de Coloração Pessoal pode conferir aqui mesmo, no blog, uma breve introdução, pra entender melhor todo contexto do que será falado.

O trabalho de coloração pessoal implica em descobrir a temperatura da pele da pessoa, aliada ao seu nível de contraste e, assim, definir qual é sua cartela, dentre as paletas de estações existentes. O objetivo? Descobrir quais cores te favorecem, pra ter uma pele do rosto mais iluminada sem a necessidade de make – se assim você quiser.

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Semana passada, analisando combinações de Peça Encalhada de uma das clientes do Grupo de Consultoria (exercício que rola semanalmente), consegui explicar de maneira bem prática por que a calça jeans NÃO É um neutro do guarda-roupa, imagem que o mercado gosta tanto de nos vender.

Em primeiro lugar, o jeans tem uma cor: azul. Já parou pra pensar? Independente de qual seja a lavagem, o material leva pigmento azul, pra mais ou pra menos. “Ah mas e os de cor preta ou branca“? Não é jeans, sinto te informar. O material que se assemelha ao jeans e que leva outros tingimentos (branco/preto/rosa/vermelho e por aí vai) é o brim. Que pode ser considerado o primo do jeans, mas não é o jeans real, na verdade, denominado “denim“. Pois é confeccionado com fibras e com pesos diferentes.

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BREVE CURIOSIDADE HISTÓRICA

O denim foi criado por Levi Strauss, em 1847, e o termo “jeans”, que hoje é mais comumente usado para a peça, “é originado de Gênes, nome francês de Gênova, cidade italiana onde habitavam os marinheiros que trajavam as tais resistentes calças de trabalho, confeccionadas com o tecido denim” (BUENO PEZZOLO, Dinah. TECIDOS: História, Tramas, Tipos e Usos. 3a Edição). O tecido é basicamente feito de algodão com tramas de sarja, o que dá a ele essa rigidez que conhecemos. O produto confeccionado só é considerado jeans se tiver peso e cor verificados pelas indústrias têxteis que utilizam medidas internacionais.

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POR QUE NÃO É NEUTRO?

Pelo simples fato de ser originalmente azul e azul, por sua vez, ser uma cor fria. Na cartela cromática que se estuda em consultoria de imagem, temos duas divisões básicas: as cores quentes e as cores frias. As quentes levam pigmento amarelo e, as frias, levam pigmento azul.

Ou seja: pra ser NEUTRO, você precisa se aproximar o máximo possível da absorção de todas as cores (vulgo preto) ou da reflexão de todas as cores (vulgo branco). Branco e preto são as “cores” mais neutras que existem, porque são, cada uma à sua maneira, a soma de todas as cores (refletidas ou absorvidas). O azul é um tom frio que nem sempre vai combinar com todas as cores, por isso, o jeans entra nessa classificação.

Você ainda duvida? Então confira essa troca de looks de uma das minhas clientes do grupo, Mari (@juizonacachola), que testou peças da sua cartela cromática, da cintura pra cima, e, embaixo, experimentou duas opções: calça jeans e calça off white.

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Percebem a diferença? Em primeiro lugar, a pele da Mari é quente e a cartela dela é Outono Suave, ou seja, meio caminho andado pra desapegar do azul, já que é um pigmento que não a favorece por ser frio. Mesmo que a coloração seja um trabalho que favoreça peças usadas da cintura para cima, o conjunto da obra também influencia no resultado final. Como azul é uma cor fria e as cores da cartela da Mari são todas quentes, a combinação com o jeans índigo força a barra. Nesse contexto das fotos, ela estava testando usar uma blusa na cor “errada” (azul royal), neutralizando seu efeito com terceiras peças em tons quentes. Percebe que a calça jeans reforça ainda mais o azulado do look?

E isso serve não só pra calças, como, também, pra shorts, saias, camisas/jaquetas e outras peças na parte de cima.

MORAL DA HISTÓRIA

A Consultoria te ajuda a enxergar para além da visão de mercado de consumo. Se o jeans sempre foi vendido como peça básica/universal, do meu ponto de vista ele é uma peça colorida como qualquer outra e, portanto, deve ser analisado cuidadosamente sobre a forma com a qual será usado no look de cada pessoa.

Isso não significa que você precisa jogar todas as suas peças jeans fora! Calma lá. Tudo no âmbito do estilo e da moda é adaptável. Se você tem uma peça que percebeu que não te favorece – no caso, o jeans -, dá pra repensar o contexto onde você a insere. Como jeans é azul, você pode pensar em combiná-lo a outros tons de pigmento azul ou, ainda, com cores complementares.

MAIS: Coloração Pessoal – dicas para iniciantes

Com criatividade e boa vontade, tudo funciona. Gostou da dica? Se tiver mais dúvidas sobre o uso do jeans ou de qualquer outra peça, mande sua dúvida nos comentários ou por e-mail.

Beijos e até a próxima!

Marcéli

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