Dicas de marcas e lugares onde você pode encontrar o batom queridinho do momento!
Além das saias midi, que dominaram muitos looks de rua nas últimas temporadas, também há espaço, claro, para as versões mini! Do segmento, quem domina os closets da vez é o modelo de cintura alta e botões – também chamado de "suede skirt", em inglês, "saia de camurça", pelo fato de ser um modelo que aparece bastante neste material.
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Mas a camurça não é a única textura na qual você encontra este modelinho de saia. Em brim, no bom e velho jeans ou em poliéster você também encontra. Básica e super feminina, ela pode ir dos looks diurnos até os noturnos. Basta mudar os complementos (como quase todas as peças que temos, não é?).

Apesar de ser um modelo mini e mais justo, ela também favorece o corpo das brasileiras, pois, assim como outros modelos, também tem o corte em "A", que valoriza a cintura e não marca o quadril.

Se no verão ela fazia ótimas combinações com tops cropped, para o inverno ela pode vir coordenada a camisas, malhas, jaquetas e até colete de pêlos.

Por ser mais curta, acima do joelho, sua modelagem favorece o uso das botas over-the-knees. Para alongar ainda mais a silhueta, aposte na combinação com meia-calça – na cor da bota. Fica lindo!

LOOK DO DIA
Como eu adoro essa peça e uso muito, fiz questão de clicar um look do dia, para inspirar vocês a montarem suas produções, caso também gostem do modelito! De quebra, também inaugurei minha t-shirt super-ultra-favorita do momento, da coleção do Karl Lagerfeld para a Riachuelo.







CRÉDITOS
Fotos por @edelipaulino
Gargantilha chocker e pulseira slave @interiorbijuterias
Saia de botões @useliverpool
Gostaram? Essa semana tem mais!! Beijos,
Marcéli Paulino
Finalizamos mais uma semana de moda paulistana e, com ela, são lançadas as apostas que cada um elege como sendo as “mais mais” para a temporada. Por aqui, resolvi dar uma pincelada em um pouco de tudo daquilo que eu acho que ainda vai estourar – não necessariamente que eu gosto ou que usaria, mas, dentro do que o panorama de looks de ruas e de corredores me dizem. Vamos lá?
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BERMUDAS DE BOCA LARGA
Ainda tímidas nos guarda-roupas das fashionistas, este modelo de calça – ou de bermuda, como também pode ser chamada – ainda vão ser muito vistas por aí, creio eu. Confortáveis, elas permanecem no meio-termo que nosso clima brasileiro proporciona – às vezes frio, às vezes calor. Favorecem bastante, também, o mood andrógino que tem se mostrado cada vez mais forte ao longo dos últimos meses. Mas, quem curte um apelo feminino no look também pode fazer uso da peça, coordenando-a aos tops cropped, por exemplo, e a alguns acessórios pra lá de informativos.

FENDAS E COMPRIMENTO MIDI
E falando em feminilidade, o comprimento midi e as fendas permanecem, para a felicidade daquelas que adoram – eu, por exemplo! A leveza dos tecidos fluídos deixa as peças ainda mais charmosas. Esfriou? Uma jaqueta por cima pode ser a solução para esquentar e equilibrar o ar adocicado do visual.

RECORTES
Tanto em roupas de praia, quanto nas demais ocasiões, o recortes fortes também se fazem presentes. Pense em ombros e barriga à mostra e peças retas, lineares ao corpo. Não marcam as curvas, mas, também não são tão amplas a ponto de alargar a silhueta visualmente. Esta última opção é boa para disfarçar alguma região do corpo, caso queira.

MINIMAL ESPORTIVO
Outro hit que se mantém firme e forte no pódium é o look esportivo. Tênis, moletons, modelagens mais molinhas e folgadas são opções certeiras de quem preza pelo conforto. Tanto para eles, quanto para elas.

ACESSÓRIOS: ÓCULOS COM PEGADA MAXIMALISTA
No segmento de acessórios, os óculos redondos continuam queridinhos, mas ganham um upgrade e um tom maximalista. Os anos 70 reforçam a época da “Tropicália” e ganham cores e formas nada discretas, podendo ser o seu ponto alto do look. Aqui, a parceria entre a Zerezes e a Salinas.

Ronaldo Fraga também investiu no maxiacessório, em parceria com a Chilli Beans. Os modelos de óculos desfilados em sua passarela possuíam hastes em tecido e fizeram parte da homenagem do estilista aos refugiados da Europa, que participaram de seu desfile.

Ainda falando de acessórios, as flatforms da UMA, usadas com meias para o inverno, foram destaque, assim como a pochete repaginada, usada em um look masculino na passarela da Cotton Project. O modelito de bolsa pra lá de polêmico também foi encontrado na lojinha da FFW, no evento, e ganhou uma versão super bonitinha e moderna, do qual falei nesse post do primeiro dia de evento.

BELEZA: BRONZE BARROCO
Das maquiagens que estiveram presentes nas passarelas, me chamou a atenção a beleza usada no desfile de Samuel Cirnansk, assinada por Celso Kamura e equipe. Fugindo dos já esperados “nudes”, “bocões”, “olhos marcados” ou “big cílios”, a make foi feita com tons de bronze, inspirada nas estátuas de bronze de época.
A pele foi leve, com pouca correção, a pálpebra móvel e os cantos internos dos olhos levaram uma pomada levemente dourada, com lápis marrom na linha d`água e máscara para cílios incolor. As sobrancelhas ganharam leve correção com sombra marrom e uma leve pitada de glíter, para iluminar o look. Nas maçãs do rosto, gloss dourado e pó bronzeador de fundo foram utilizados no lugar do blush e, nos lábios, lip balm incolor. Achei uma ótima opção para festas, para variar as makes costumeiras.

[Imagens: divulgação | Agência Fotosite].
E vocês, o que acharam desta temporada? Gostaram das apostas que selecionei?? Opinem também!
Beijos e até a próxima,
Marcéli Paulino
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As apostas da marca para o inverno 2016
Inspirada num bate-papo que rolou esta semana, no SPFW, resolvi tocar no assunto mais uma vez, para aprofundá-lo.
Ontem, por sorte, passando ocasionalmente pelo lounge da Natura, tive o prazer de assistir a um bate-papo super bacana e relevante por lá. A participante do The Voice Brasil, Carla da Silva, e a ex-modelo e ativista do IDBR (Identidade Brasileira), Luana Génot falaram sobre preconceito e a desconstrução de padrões de beleza.
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Já abordei esse assunto por aqui, em vídeo, e acho que, mais do que nunca, é um assunto necessário a se discutir nos tempos em que vivemos. Principalmente em semanas de moda, onde se vê de tudo, trabalhar essa ideia em favor da população socialmente menos favorecida – negros, mulheres, homossexuais – é uma coisa bem importante de se fazer.

Em minha modesta opinião, o assunto ainda não é suficientemente divulgado – vejo pelos próprios veículos responsáveis por falar do evento, o SPFW: nenhum deles se preocupou em abordar esse bate-papo do qual estou falando nesse post. Ainda assim, é um tópico que, felizmente, vem ganhando mais espaço que antigamente. Espero que a tendência deste espaço seja crescer.
DISCRIMINAÇÃO NA PROFISSÃO
Entre uma conversa e outra, a ex-modelo e ativista, Luana, compartilhou conosco o quanto sofria, uns tempos atrás, quando trabalhava de modelo, com a discriminação na hora de trabalhar. Ela ganhava menos que as demais modelos, para desfilar, e era a menos selecionada. A justificativa das marcas era que ela não se encaixava nos padrões de beleza para estar na passarela. Por sua cor, por seu cabelo afro, etc. Assim como a cantora, Carla, compartilhou conosoco que quando ela iniciou sua carreira de cantora, ela era criticada por ser gorda. "Diziam que eu precisava ser magra, ter um corpo bonito".
DISCRIMINAÇÃO NA LINGUAGEM
Um exemplo de discriminação que está em nossa própria linguagem é a expressão "cabelo ruim". Ou seja, um cabelo que não é liso, é considerado "ruim" por que? Pelo fato de ser duro, crespo, enrolado? Uma pessoa "cheinha" não pode ser chamada de gorda por que? Desde quando a palavra "gorda" é um xingamento? Muitos detalhes da nossa expressão verbal, ao longo da história, contêm um quê de discriminação e a gente nunca se deu conta.

O ser humano e a sociedade, no geral, sempre se incomodou com aquilo que é diferente, que é fora do comum. Eu, por exemplo, me incomodo com coisas comuns demais. E arrisco dizer que até me irrito com quem se incomoda com o diferente. Dentro de casa mesmo, dou dura quando escuto alguém comentar sobre uma pessoa que passa na rua com um cabelo diferente e diz "que cabelo é esse?", ou quando vê alguém gordo na rua e fala "nossa, olha o tamanho daquela pessoa". Isso é algo tão primitivo e retrógrado de se fazer, que me dá muita vergonha alheia. Eu dou dura mesmo e não estou nem aí se sou chamada de chata.
PALMATÓRIAS DO MUNDO
O grande ponto, para mim, e que é o foco do problema, é que existem pessoas que se julgam a palmatória do mundo. Que pensam que podem ditar regras, que podem dizer o que o outro deve ou não fazer, deve ou não SER. Deixe a menina ter o cabelo afro. Mas, se ela quiser alisar, deixe ela fazê-lo também. Deixe o cara ser gordo, ser obeso. Mas, se ele quiser emagrecer, deixe-o emagrecer também. Nós não podemos ser o que o outro quer que sejamos, mas o que nós mesmos queremos ser.
As pessoas sempre se deixaram oprimir para se encaixar em padrões que jamais deveriam ter existido. O normal é relativo, o belo também. O ideal também. Na verdade, eu penso que o ideal é o que me deixa feliz. Sobre minha própria felicidade, só eu mesma posso saber e só eu posso ser responsável por ela. E a beleza, no fim das contas, está traduzida na felicidade que cada um sente.
Beijos,
Marcéli Paulino
Elas chegaram para ficar: na estação mais fria, as botas de cano longo, acima do joelho – ou “over the knees”, como também são chamadas, na língua inglesa – são queridinhas insubstituíveis. As produções ficam mais glamurosas com elas, além de quentinhas, uma vez que elas cobrem mais da matedade das pernas.
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COM SAIAS: O combo mais feminino de todas as produções é “botas de cano longo + saias”. De couro, plissada, jeans ou seja lá qual for o seu modelo favorito, elas casam perfeitamente e transmitem um apelo romântico à pitada sexy que o sapato propõe ao visual.

COM VESTIDOS: Floral e motivos étnicos são excelentes opções de roupa de verão e de meia-estação para você exercitar a criatividade na hora de inovar no look. A leveza dos tecidos entram em contraste com o peso dos complementos invernais – casacos, cachecóis e, é claro, as botas – e dão uma interessância extra ao look. Adoro!

COM CALÇA: Se o frio pegar pesado, não se preocupe. Calças skinny também são opções lindas e quentinhas para combatê-lo. A dica, para evitar o efeito visual de achatamento da silhueta, é apostar em peças de cima mais compridinhas. Pense em camisetões, moletons mais longos e blazers.

COM TRENCH COATS E MAXICOLETES: E falando em comprimentos mais longos, o maxicolete e o trench coat, outras peças queridinhas da estação mais fria, também são super bem-vindas na combinação com as botas over-the-knees. Faça uso de sobreposições com malhas quentinhas, meia-calças e pachiminas, para deixar a produção com mais personalidade [Imagens: Pinterest].
Gostaram das dicas? Qual outro jeito você gosta de usar a bota de cano longo? Conta pra mim!
Marcéli Paulino