Eu cubro semana de moda desde 2012. Comecei como estagiária, fui subeditora de redação, depois editora e hoje tenho minha própria empresa onde comando o serviço de consultoria de imagem, atendendo clientes finais dentro da Consultoria de Assinatura de Estilo por Marcéli Paulino.
Isso não é sobre as coleções, nem as tendências que vou mostrar, mas é sobre minha bagagem para falar delas e o por que de, ainda, estar presente em fashion weeks se este já não é o meu “ganha pão”. Claro que existe um fator inegável de amor envolvido, sim, afinal, minha base é a moda.
Mas também há o fator construção de repertório que estar inserida neste universo me permite ter, não apenas como espectadora, mas como parte do sistema que faz a roda girar. E fazer a roda girar é possibilitar o consumo dessa moda com responsabilidade, num movimento de: observar — registrar — consumir — orientar/sugerir.
Por isso, ao ver essa “menininha de rosa” pelos corredores, fazendo fotos e entrevistas, mais respeito. Ela sabe o que está fazendo.
Na imagem acima: Marcéli Paulino e Arlindo Grund, na pauta da temporada para a Consultoria A.D.E.
DITO ISTO, VAMOS FALAR DE TENDÊNCIAS…
A democracia de corpos é uma máxima cada vez mais necessária e as coleções desfiladas a cada temporada têm mostrado isso com cada vez mais afinco. Das marcas desfiladas e do que meu filtro de Assinatura de Estilo captou, aqui vemos uma gama de ofertas bem construídas prezando por essa democracia e variedade.
A LA GARÇONNE
MARINA BITU
MARTINS
LILLY SARTI
ALEXANDRE HERCHCOVITCH
Fotos: Ze Takahashi/ @agfotosite | Reprodução SPFW Media Room
E você, quais tendências da temporada adequaria à sua Assinatura de Estilo e quais acredita que mais a representa? Me conta aqui e continue acompanhando a nossa cobertura.
A leitura do fim de semana rendeu o post de hoje e tudo que preciso te dizer sobre isso é: SILENCIE TODOS OS RUÍDOS E PRESTE ATENÇÃO
Tudo começou com a meta do ano, que era ler 1 livro ao mês e, como toda meta, é sempre importante que ela comece humilde, para não nos desmotivar, parecendo algo impossível de realizar (serve, inclusive, para imagem).
Eis que, essa de ler 1 livro ao mês, estamos no mês 9 e eu já estou na minha 11a leitura. Esta, mais especificamente, sendo O Príncipe, de Nicolau Maquiavel – na verdade, uma releitura, pois minha primeira vez lendo este livro foi aos meus 19 anos, na faculdade.
Sempre quis reler essa obra, com uma mentalidade mais madura, tentando fazer um novo proveito das informações, porque confesso que, aos meus 19 anos, pouco entendi do conteúdo complexo desse livro. E ei-me agora, mais de 15 anos depois, relendo-a. E como não pode deixar de ser, retirei muitos bons exemplos da mentalidade do autor para nossa realidade hoje – usando de filtros, obviamente -, quando se trata de IMAGEM E POSICIONAMENTO.
O trecho do livro que citei no título desse post é esse:
“Filopêmenes, príncipe dos aqueus, dentre os louvores que lhe foram endereçados pelos escritores mereceu também aquele de que, nos tempos de paz, em outra coisa não pensava senão na própria guerra e, quando excursionado pelos campos com os amigos, frequentemente parava e com eles argumentava: “Se os inimigos estivessem sobre aquela colina e nós nos encontrássemos aqui com o nosso exército, qual de nós teria vantagem?” (…).
Na imagem acima: registros da minha leitura do fim de semana, O Príncipe, de Nicolau Maquiavel
Se trouxermos a linha de raciocínio do príncipe Filopêmenes para nossa realidade diária, de que forma podemos adaptá-la e acordo com o que sempre trago na metodologia A.D.E.? Não se trata, é claro, de necessariamente estar pronta para conflitos (embora também seja razoavelmente necessário); trata-se de não precisar pensar em como se apresentar ou, ainda, temer de que forma você será interpretada, uma vez que você usa, diariamente, de estratégia e de intencionalidade para viver o seu dia.
Você até pode achar que ninguém está reparando na roupa ou na imagem do outro, cada um vivendo suas vidas na sua bolha, mas, basta um deslize, um ínfimo desleixo, para que você seja mal interpretada. Basta uma atitude ruim de autonegligência para que isso se torne um hábito e, de repente, facilmente, você já nunca está pronta para nada, porque se planejar e cuidar do que veste e de como se mostra – a começar pelo espelho -, já se tornou algo “trabalhoso demais para investir meu tempo”.
Bastam 3 segundos olhando para algo horrivelmente desarmonioso para que qualquer possível credibilidade vá por água abaixo na concepção do seu interlocutor. E toda vez que você acredita que “isso não é uma prioridade“, você reforça esse movimento.
Vale sempre alguns Spoilers para além do óbvio já dito:
🚨Acompanhar tendências do mercado não te posiciona bem, nem constrói sua Assinatura de Estilo;
🚨Copiar alguém que você admira não te posiciona bem, nem constrói sua Assinatura de Estilo;
🚨Comprar mais para ter estilo não te posiciona bem, nem constrói sua Assinatura de Estilo.
Por outro lado…
✅ Filtrar tendências em alinhamento com sua essência te posiciona bem e constrói sua Assinatura de Estilo;
✅ Ter seu próprio jeito de se comunicar, com intenção e repetição, te posiciona bem e constrói sua Assinatura de Estilo;
✅ Parar de comprar por impulso e ser estratégica nos seus investimentos, em qualquer setor, inclusive o da imagem, te posiciona bem e constrói sua Assinatura de Estilo.