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Por que precisamos falar de autoestima e sobre como cultivá-la

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Neste fim de semana tive o prazer de assistir à palestra Chá de Autoestima, idealizada pelas meninas do blog Girls With Style e realizada pela Nuta. A sensação de estar ali, ouvindo a orientação positiva dela e descobrindo como e por quê devemos nos amar mais é simplesmente incrível.

Inspirada nessa palestra e por todo trabalho que essas meninas fazem há anos, não só de agora, eu resolvi me abrir mais um pouquinho aqui pra mostrar pra quem lê que superar as próprias frustrações e se amar é não só possível, como necessário.

Eu já contei aqui, de uma forma bem explícita, como funcionou meu relacionamento com meu pai ao longo da minha vida. Atualmente essa péssima relação, de altos e baixos, continua. Não temos diálogo, há pouquíssima convivência, ele tem outra família e eu, volta e meia, mais me sinto um peso na vida dele que uma coisa positiva – porque sempre que ele pode, é isso que ele demonstra.

Mas hoje eu não encaro a situação me culpando por ela, como sempre fiz. Eu não tenho culpa das más escolhas que meu pai fez e da displiscência dele para comigo. É simplesmente a personalidade que ele tem e as pessoas não podem dar o que elas não possuem. Eu sei, hoje, que ele perdeu a oportunidade de me ver, de perto, crescer e me tornar a mulher que sou. Com defeitos, claro, mas com muitas qualidades que ele próprio desconhece – e as mulheres com quem ele já conviveu ou convive também.

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Coisas como abandono, rejeição, carência, entre outros são fatores que contribuem para nossa baixa estima. E quanto mais a gente se apega ao problema com “síndrome de vítima”, mais essa energia ruim nos engole e nos afunda. A gente pode encarar as coisas ruins da vida com outro sentido – o que as meninas do GWS chamam de “ressignificar”.

A partir de agora eu trabalho para ressignificar os acontecimentos ruins da minha vida, que me decepcionaram, me magoaram. Por exemplo: a rejeição do meu pai e os namorados babacas que tive contribuíram para que eu saiba o que eu NÃO quero na minha vida em termos de homem. Eu sei, hoje, como eu quero e como eu mereço ser tratada.

As amigas falsas que tive, que muitas vezes tomavam atitudes levadas pela inveja, me ensinaram que tipo de mulher eu NÃO quero ser. Aprendi a reconhecer meu lado ruim e a trabalhá-lo da melhor maneira possível, pra não repetir erros como os delas.

Os padrões de beleza que a sociedade sempre impôs pra mim, desde que eu era criança e votada como “a mais feia da classe”, na época da escola, me ensinaram a me valorizar e a agradecer por cada coisa boa que eu possuo hoje – não só na parte física, como na parte psicológica e espiritual. Aprendi que beleza não é a primeira coisa que importa, não a física. É difícil lidar com os dias de baixo astral? Com certeza. Mas hoje, sem dúvida, lido com eles com muito mais sabedoria que antes.

Os comentários inoportunos de gente que gosta de apontar o que devo fazer da minha vida, com quem devo ficar, no que devo trabalhar ou como devo me vestir só servem pra eu rir e afirmar, para mim mesma, que a MINHA opinião é a única que importa. Que ME fazer feliz é a prioridade, não os outros.

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Imagens: Unsplash (reprodução).

E o que todo esse amadurecimento e trabalho de amor próprio faz? Nos permite ter uma vida melhor. Quando você se ama, se prioriza e, principalmente, se conhece, você não aceita nada menos que viver feliz. O clichê que tanto repetem “felicidade é a forma de viajar, não o destino final” é verdadeiro. 

Você consegue olhar pra trás, nos momentos em que passou chorando, lamentando, se depreciando, e sentir satisfação? Obviamente que não. Porque isso, de certa forma, é um tempo perdido. Que tal começar a fazer diferente agora?

Não é que a gente não possa gritar, xingar, se lamentar de vez em quando. Mas a gente não precisa perder tempo demais nisso. A gente pode solucionar o problema ao invés de ficar lamentando que ele exista. A gente pode procurar melhorar, sim, mas sem se odiar. Sem parar na frente do espelho e se massacrar. A gente pode querer a mudança e a melhora através do amor, não da raiva e da frustração. E, principalmente, a gente pode agradecer pelas coisas boas, no lugar de reclamar das coisas ruins.

MAIS: Moda para todas – como usá-la a seu favor

Pense nisso e comece a semana da forma mais positiva que você conseguir. É um exercício diário e eterno, mas, que vale muitíssimo a pena. Eu garanto!

Beijos com amor,

Marcéli.

Linguagem corporal: como ela pode contribuir (ou não) para a sua imagem

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Hoje tá sendo um dia DAQUELES? Então, ao invés de usar isto para falar de problemas, vamos fazer diferente, hoje, e agir de forma a melhorar alguns deles. Explico.

Você já deve ter ouvido que “o corpo fala”, certo? E, embora pareça uma metáfora, isto é um fato. Nossa comunicação não acontece somente através da fala e da escrita, mas, também, por gestos. Num contexto onde a sua imagem importa, pode ter certeza que os gestos são tão importantes quanto a vestimenta. Sendo assim, vamos a um pequeno manual de “boas maneiras”, pra que você tenha em mente como seria legal agir (ou não) em determinadas situações.

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  • Ocupar as mãos é subliminarmente importante em ambientes como eventos, baladas, festas, etc., pois passa mais segurança para nós, como indivíduos. Dentre as opções que temos, procure ocupá-las com algo para beber, nem que seja água. É elegante dispensar o cigarro e o celular;
  • Sorriso não é sinônimo de desespero, mas, também não é obrigatório. É apenas uma maneira de ser cortês e educada(o), portanto, é algo sempre bem-vindo;
  • “Bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” não machucam e podem ser falados, mesmo para quem você não conhece. Demonstra civilidade e, apesar de estar relacionado à fala, são cumprimentos que refletem diretamente na imagem. Adentrar um local de cara fechada, sem cumprimentar, é extremamente rude e grosseiro;
  • Este cumprimento também pode acontecer em forma de aceno – seja com a cabeça, seja com as mãos – acompanhados do próprio sorriso. 

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  • Entrevistas de emprego costumam ser os “piores” lugares onde falamos com o corpo e, por consequência, nos denunciamos. Você pode, simplesmente, cruzar as mãos e apoiá-las no seu colo ao invés de apertá-las e mudá-las de posição a todo momento, enquanto fala/ouve;
  • dispense, também, o estalar de dedos. Além de incômodo para quem ouve, soa como desespero;
  • Dê uma atenção especial à sua postura (e isto também serve pra outros ambientes); costas eretas demonstram muito mais autoconfiança e seriedade;
  • Pernas cruzadas pode ser algo confortável, mas, num ambiente profissional, prefira posicioná-las retas ou, no máximo, cruzando os tornozelos. Isso demonstra que você está à vontade, mas, nem tanto a ponto de se sentir num bar;
  • Cumprimentos acontecem de longe ou, no máximo, com aperto de mãos. Ambiente profissional pede certo distanciamento, para demonstrar respeito.

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Créditos das imagens:  Bryan ApenPriscilla Du Preezrawpixel.com e Ryoji Iwata.
  • Filas existem para serem respeitadas. Empurrar, “colar no cangote” do colega da frente ou furá-la são atitudes extremamente selvagens. Pra viver em sociedade, precisamos aprender a lidar com coisas que são necessárias das quais não gostamos – e a fila é uma delas; 
  • Olhar a tela do celular/computador do colega é uma invasão de privacidade em qualquer ambiente, além de assinar atestado de “sem educação”. Se você não foi convidado a olhar, contenha a curiosidade para não pagar mico ou se tornar o “amigo inconveniente” que todos evitam;
  • Braços cruzados podem passar a mensagem de falta de paciência, em qualquer ambiente que esteja e, portanto, é grosseiro e pode ser desrespeitoso;
  • Encostar o corpo em uma parede passa a mensagem de cansaço, desinteresse e/ou desleixo;
  • Roer unhas, comer pele dos dedos e balançar pés/pernas freneticamente são atitudes interpretadas como ansiedade extrema/falta de paciência e, além de serem movimentos inoportunos, podem desconcentrar ou constranger outra pessoa que está no mesmo ambiente que você;
  • Dar as costas para alguém numa roda de conversa é o nível máximo da grosseria e da falta de educação, por mais que tenha sido sem querer. Atente para isso;
  • Ocupar espaços além do necessário em locais que você precisa dividir com outras pessoas (ex.: mesa de sala de aula, assentos em transportes/locais públicos) demonstra falta de civilidade e nenhuma preocupação com o próximo;
  • Ao conversar com uma pessoa, é legal olhá-la nos olhos, esteja você falando ou ouvindo; olhar para outras direções ou mexer no celular passa a impressão de que você não está dando a mínima para o indivíduo ou para o que está sendo falado;
  • Abraços podem substituir bem muitas palavras e curar muitas feridas.

MAIS: Etiqueta no What’sApp – o que pega bem e o que não ao usar o aplicativo

E então: estas dicas te ajudaram? Conta pra mim nos comentários e, se ficou alguma dúvida, é só perguntar 😉

Beijos e até a próxima!

Marcéli.

Relacionamento: sobre confiar em quem não é confiável

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Vamos ao primeiro textão do ano aqui no blog? Vamos!!!

Já faz um tempo, tenho me tornado bastante adepta da teoria “fazer o bem sem olhar a quem”. Acredito, sim, que não devemos nos corromper em razão da maldade alheia, afinal, cada um dá o que tem. Dito isto, é claro que, na maioria das vezes, me coloco à disposição para ajudar, para ser uma boa ouvinte, para dar conselhos e até para dar aquela animada quando uma pessoa se encontra totalmente na merda. Todos temos os nossos dias, né?!

Eis que experiências recentes me fizeram aprender mais uma lição nessa marota vida: dentre todos os bens que podemos fazer a alguém, pra tornar o viver desta pessoa melhor, confiança NÃO é um deles. Aquilo que por humanidade damos “de graça”, a meu ver, é respeito, gentileza, carinho… Mas confiança não. Ela precisa ser conquistada. A seguir, vocês vão entender como descobri isso.

Em matéria de relacionamentos, a Marcéli é uma pessoa que não pode ver alguém “torto” que já se prontifica a tentar “endireitá-lo”. Por isso, ela, vulgo eu, sempre tive o costume de depositar total confiança nos outros logo de cara. Colocando em metáforas: eu acreditava que “dando o ouro gratuitamente na mão da pessoa” estava ensinando-a a valorizá-lo. Só que não é bem assim que funciona. Já logo deixo claro aqui que, neste contexto, estou abrangendo tanto relacionamento AMOROSO, quanto AMIGÁVEL.

Quando um não quer, dois não fazem. E isso acontece tanto para coisas ruins, quanto para as boas. Ou seja: o “lado de lá” (vamos chamar assim as pessoas a quem me refiro) não estava afim de certas coisas, como ser companheiro(a), fiel/honesto(a), dedicado(a), tampouco generoso(a). Porque é fácil procurar alguém quando se precisa desta pessoa. Raro mesmo é querer estar ao lado dela simplesmente pelo querer, pelo gostar de graça, pela vontade de tê-la na sua vida e de fazer o bem a ela. 

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E nesse vai da valsa eu passei, aos poucos, a perceber que minha presença só era requisitada quando eu tinha alguma utilidade. É triste, sim, mas acredite: acontece. Sendo mais explícita: quando eu podia dar uma carona, emprestar uma grana ou rachar a conta, emprestar alguma coisa ou até elaborar um texto ou um currículo.

Descobri, também, outras formas de interesse que vão além, que é a bengala emocional. Explico: se sua imagem, por algum motivo, representa algo ‘inatingível’ pra alguém, essa pessoa vai querer saber a fundo sobre você e sobre sua vida, vai querer conviver com você pra descobrir sobre suas fraquezas e seus problemas; e isso faz com que ela “se apóie” nesse seu lado ruim pra se sentir um pouco melhor e aceitar o que ela própria julga que é. [Adendo alerta: atente para aqueles que só te procuram quando percebem que alguma desgraça lhe aconteceu. Se esta pessoa nunca está presente pra comemorar suas vitórias – vitórias estas das quais ela não pode se beneficiar – e só aparece pra saber dos seus problemas, ela pode estar te usando como bengala emocional]. Foi assim comigo – até eu me dar conta.

Calma, que tem mais: esses mesmos que me procuravam quando eu tinha algo a oferecer foram os primeiros a virarem as costas quando eu não pude oferecer nada (entenda “virar as costas” como ‘mudar o jeito’, ‘virar outra pessoa’, ‘sacanear e falar mal pelas costas’, entre outros). Quando fiquei dura, endividada, mal podia ter um lazer, tive que ouvir coisas do tipo: “olha, vou com fulano(a) em tal lugar, você não vai poder, né? Tá sem dinheiro“. Teve até um momento de lapso de generosidade, sim, onde rolou um empréstimo de dinheiro: pra que eu pudesse ir aonde o indivíduo queria ir, lugar este que estava beeeeem longe do meu conceito de diversão. Só rindo!

Já para quem curtia me usar de bengala emocional, o momento em que se afastou foi o momento em que eu passei a ficar bem, feliz (felicidade causada por coisas que, obviamente, nada o/a beneficiariam). Pra essa pessoa, não era interessante compartilhar deste meu bem-estar. O legal era saborear minha amargura. Entre, por exemplo, abordar o assunto “nossa, você vai fazer uma viagem, que legal” e “ai, você perdeu tal trabalho, né, que chato. Tá muito mal?” adivinha qual dos dois a pessoa ia escolher? Pois é.

Mas eu sou persistente e tenho fé nas pessoas, por isso, passei um tempinho no torpor até acordar e entender, finalmente, que estava depositando confiança em pessoas que não mereciam. E como a gente acorda? Juntando um caquinho aqui, outro ali, sentindo um fedorzinho acolá e montando a horrível imagem do quebra-cabeças. Porque, por mais que anos se passem e a pessoa disfarce EXTREMAMENTE BEM o que ela é, com um pouco de esforço e de coragem (para encarar a realidade), você consegue enxegar, mesmo que demore.

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E qual a moral da história? Bom, antes de mais nada, não seja um/uma covarde com seus problemas. Encare-os de frente, doa o que doer – afinal, por mais que você passe pela dor insuportável da decepção, o alívio que se sente logo em seguida é recompensador demais. Em segundo lugar: não cultive raiva ou ódio por estas pessoas. É claro que é difícil e você vai dar uma pequena cultivada nos primeiros 5 minutos, mas, passando o impulso dessas emoções, respire fundo e abstraia. No fundo, é bem aquele clichê que falei lá no começo: cada um dá o que tem. Não exija de uma pessoa atitudes/sentimentos que ela nem mesmo conhece – ainda que você tenha tentado apresentar a ela.

E, em terceiro lugar, o óbvio: tenha cuidado com os laços que você estreita, porque, simplesmente, algumas pessoas não os merecem e nem saberão lidar com eles. Finalmente eu concluí que, assim como eu sou uma pessoa disposta a ajudar sempre que posso, acredito que eu mereça o mesmo em retorno – só que este retorno leva tempo e a confiança se constrói ao longo dele, aos pouquinhos. Confiar cegamente nos primeiros 5 minutos de cara fofinha ou de atitudes fakes bonitinhas é o caminho mais rápido para a frustração. Quem tem bom coração REAL não tem atitudes “fofas” só durante os primeiros 5 minutos, ou em algumas circunstâncias. Tem a vida toda, a todo momento.

MAIS: Meu primeiro fio de cabelo branco

Beijão, vida! Aprendendo de montão com você, hoje e sempre.

Até a próxima,

Marcéli

Vídeo: afinal, o que querem as pessoas?

Uma reflexão a respeito da confusão que alguns fazem sobre os temas simpatia e educação.

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